O ABACAXI DOS PRECATÓRIOS
A maioria dos brasileiros que acompanham os noticiários,
ficam em dúvida sobre esse rolo dos precatórios, que o governo tenta no Congresso,
limitar e parcelar pagamentos nos anos vindouros.
A mídia e a oposição dão a entender, que é um problema do
governo atual, e que os 90 bilhões são débitos que devem ser pagos, tendo em
vista decisões na justiça dando ganho de causa aos credores.
Mas não é bem assim.
Os malandros que querem imputar a Bolsonaro tudo de ruim
que acontece no país, inclusive a herança maldita dos anos petistas, esquecem
e deixam propositalmente de mencionar, que grande, ou talvez a maior parte
desses precatórios, são heranças recebidas dos estados e municípios, que
com a corda no pescoço, parcelaram e reescalonaram suas dívidas com o governo
federal, que absorveu esses abacaxis, concedendo benevolamente novos empréstimos
com juros menores e prazos alongados.
E tem mais.
Precatórios chegaram a valores astronômicos devido a falha, muitas
vezes proposital, dos estados e municípios de questionarem as indenizações
pleiteadas, pois nesse meio, a corrupção foi sempre uma constante.
Juízes “complacentes” aceitavam avaliações e cálculos de peritos
comprados, inflando exponencialmente os valores em questão, gerando dívidas de
milhões, acolhidas pelo poder público sem maiores questionamentos, pois a
jogada era boa e nos finalmente, sempre sobraria umas quireras para todos os
participantes desse longo e rendoso processo.
Para deixar claro como a mamata é boa, existem muitas
empresas especializadas em comprar precatórios com grandes deságios, e que
graças a “amigos” situados nos governos, conseguem antecipar esses recebimentos.
Há tempos, eu mesmo, por ter um bom relacionamento com o
presidente de uma grande construtora, fui sondado para facilitar uma reunião
entre uma dessas empresas que compram precatórios, com dirigentes da construtora,
interessados em adquirir dívidas do Estado de São Paulo.
Fiquei numa sinuca de bico, pois o pedido foi feito por um
parente próximo, mas limitei apenas em dar o telefone do diretor. Nunca soube
dos desdobramentos.
Outro fator interessante, é que grande volume de
precatórios estava dormitando há anos no STF. Em 2019, acolhendo um recurso
sobre correção monetária, o órgão bondoso como sempre, atendeu os reclamantes, permitindo
a atualização dos valores em mais de 50%.
Recentemente, esse mesmo STF, tem ameaçado o governo federal
de bloquear receitas para quitação dos precatórios, num momento em que o país precisa
de recursos para estimular a recuperação econômica.
Daí a necessidade da aprovação da PEC pelo Congresso,
limitando em 39 bilhões os pagamentos para 2022, caso contrário não haverá
recursos para implantar o Auxílio Brasil, no valor de 400 reais, substituindo o
Bolsa Família, de 198 reais, dando um folego extra aos mais necessitados (17
milhões de famílias), estimulando o comércio
e indústria.
Os governadores deveriam atuar com firmeza junto a suas
bancadas, para aprovação da PEC com urgência,
pois foram eles ou seus antecessores, que geraram esse filho indigesto.
Mula é ladrão!
José Roberto- 04/11/21
Tudo que a esquerda puder fazer para tirar o Bolsonaro da reeleição será feito. Para eles a corrupção "DEVE" fazer parte de qualquer governo, pois a corrupção se tornou endêmica e sistêmica desde o descobrimento do Brasil, portanto ela não poderá ser combatida e não poderá acabar. O provérbio português “E durma-se com um barulho desses” tem tudo a ver com a situação do país."
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