FORA EDUARDINHO PAES
Não posso afirmar que seja falta de sorte, mas o povo
do Estado do Rio de Janeiro tem “caprichado” na escolha dos governadores, e
esse capricho vem ocorrendo há tempos.
O estrabismo crônico dos eleitores fluminenses deve
ser fruto de alguma praga sinistra, pois o segundo estado mais importante do
país, com uma capital pródiga em belezas naturais, tem se esmerado em eleger os
piores candidatos para o importante posto de governador. O mesmo se aplica ao
caso dos prefeitos da ex-cidade maravilhosa, porcariada de primeiro escalão.
Numa sequência ininterrupta, o Estado vem sendo
governado por corruptos descarados e certificados, que alem de meterem as mãos
nos cofres públicos, foram aos poucos entregando o controle total das
periferias e dos morros, aos marginais e traficantes, com os quais obviamente,
mantinham lucrativos vínculos secretos.
Os 6 últimos governadores eleitos, foram presos ou
afastados do cargo, curtindo pouco tempo as grades, pois estamos cansados de
saber que nossa justiça é generosa com os grandes ladrões, principalmente os de
colarinho branco.
Para refrescar nossa curta memória, menciono os que
foram presos e hoje curtem livremente as mordomias, com a maior parte da grana roubada; dentre
eles, Garotinho, Rosinha, Cabral(o maior de todos, roubou o que não poderia
gastar em 10 vidas), Pezão, Witzel(panacão) e o último, um bozó paraquedista,
Cláudio Castro, que sortudamente recebeu de presente o governo do Rio,
conseguindo ser reeleito, roubando descaradamente, sendo pego em flagrante com
malas de propina, criando milhares de vagas fantasmas nas empresas estaduais,
até ser expurgado por excesso de provas, conseguindo até o momento escapar de
nossa condescendente justiça.
E ao que tudo indica, a triste sina do Estado tenderá
a continuar, pois o ex-prefeitinho festeiro, Eduardinho Paes, pelas
pesquisas(?), está disparado à frente dos demais candidatos, pois infelizmente,
não há nenhum concorrente de peso, alem de um bando de ilustres desconhecidos.
Paes provou em seus 4 mandatos como prefeito da cidade
do Rio de Janeiro, que é um mau prefeito, pois entregou a cidade em péssimo estado,
ao renunciar no final do último mandato para concorrer ao governo.
Cidade com pavimentação das ruas e avenidas
esburacadas, melhorias apenas nas vias principais da zona sul, pois ruas
secundárias e transversais estão bastante prejudicadas.
Essa porcaria de prefeitinho sempre devotou maior
interesse pelas festividades, principalmente Carnaval e Reveillon, alem de eventos
extemporâneos trazendo artistas famosos, já desgastados e no final de carreira,
pagando caches altíssimos e gastando fábulas na contratação de empresas para
preparação das arenas e palcos para realização dessas farras populares.
Também inflou o quadro de funcionários municipais,
criando centenas de cargos comissionados, entregues a políticos e seus
apaniguados.
O festeiro, fechou os olhos para a desordem urbana,
pois o centro da cidade totalmente decadente e com lojas fechadas, é domínio de
ambulantes e moradores de ruas. Até mesmo a badalada zona sul, Copacabana,
Ipanema e Leblon, estão repletas de pedintes, barracas nas calçadas, alem da insegurança
reinante, graças ao excesso de trombadinhas e trombadões.
Eduardinho caprichou na sua despedida, pois deixou
contratada para seu sucessor, uma empresa que está instalando centenas de “pardais”
nas ruas internas da Zona Sul, turbinando a produção da indústria de multas de
transito, ótimo negócio para a prefeitura e muita mais para as firmas
contratadas, sócias paritárias no capcioso empreendimento.
Para complementar fatos que desabonam suas fracas e
dúbias gestões, o sujeitinho é um lambe cu descarado do Cachaceiro,
evidenciando, que pelas amizades não pode ser boa coisa.
Eu, como paulista de nascimento, mas carioca de
coração e tempo de moradia, sinto inveja de São Paulo, onde com toda certeza
Tarcísio de Freitas levará com folga no primeiro turno.
Fora Eduardinho!
Fora Mula!
José Roberto- 13/08/26