POBRE, RICO
CINEMA NACIONAL
Nunca fui um
grande fã do cinema nacional, apesar de ter assistido e gostado das produção da Atlântida, nos velhos
tempos dos filmes em preto e branco, geralmente comedias, estreladas por
Oscarito, Grande Otelo, Zé Trindade, José Lewgoy, Ivon Cury, Renata Fronzi,
Fada Santora, Mara Rubia, Adelaide Chiozzo e os galãs Anselmo Duarte e Cyl
Farney.
Tempos da
inocência, de filmes produzidos em pequenos estúdios com orçamentos reduzidos,
concorrendo e satirizando as grandes produções de Hollywood, denominado período
das “Chanchadas”, prevalecendo de 1942 a até início dos anos sessenta.
Apesar de
algumas produções sérias, a partir do final de 1960, explodindo nos anos
subsequentes, atraindo a atenção do público brasileiro, foram as “Pornochanchadas”,
filmes quentes e eróticos, passando posteriormente ao sexo explícito. Produções
também relativamente baratas, que perdurou até início dos anos 80.
Convem
salientar, que as Chanchadas eram financiadas por investimentos privados,
contando com o sucesso comercial; já no período das Pornochanchadas, além de
eventuais investimentos privados, a Embrafilme, criada pelo regime militar,
passou a financiar essas produções picantes, aparentando um contrassenso a
censura existente no período. Grana pouca, comparada aos bilhões atuais.
Dentre as
grandes cagadas do ex Presidente Collor Saco Roxo de Mello, no finalzinho de
1991, mais precisamente no dia 23 de dezembro, o corrupto alagoano deu um
grande presente a classe artística, aprovando a famigerada Lei Rouanet, que nos
governos petistas se desdobrou, inflando exponencialmente seu orçamento,
distribuindo verbas farta a todos os tipos de “cultura”, inclusive para
exposições ofensivas as religiões e aos costumes, e até performances imorais e
indecentes, expondo crianças a atos obscenos.
Obviamente,
os artistas famosos que apoiavam interessadamente candidatos petistas nas
eleições, foram os primeiros a abiscoitar o dinheiro fácil, acessível pela Lei
Rounet, o mesmo acontecendo com produtores e diretores de filmes de público
minguado, mas também puxa sacos dos governos corruptos, conseguindo levar grana
graúda para suas propaladas produções, sempre utilizando parte do dinheiro para
uso próprio, pois praticamente não existe um sistema adequado de prestação de
contas, destacando-se dois casos famosos, Guilherme Fontes e Norma Benguel, que
se locupletaram a vontade.
Nos governos
Mula, o maior ladrão de nossa história, a Lei Rouanet Ganhou asas, fazendo a
felicidade de cantores famosos, enquanto os pequeninos e iniciantes não tinham
vez. Dinheiro farto a fundo perdido, para turnês e apresentações, até mesmo
para recitar poesias em rádios do interior. Desperdício de dinheiro público,
beneficiando apenas os artistas.
No cinema
nacional, a ganância pela verba pública também cresceu geometricamente, com
financiamento para centenas de filmes praticamente sem plateia, chegando-se ao
absurdo de um lambe cu, fazer um filme homenageando o “filho mais ladrão e
mentiroso do Brasil.
Obviamente,
como Hollywood tem interesse em nos empurrar sua imensa produção de filmes, por
sinal, a maior parte de boa qualidade, inclusive no tocante a recursos
tecnológicos; de vez em quando adoçam a boca dos produtores e diretores
brasileiros, concedendo-lhes alguns agrados e até prêmios imerecidos, que nossa
mídia amestrada eleva a “grande conquista” as alturas.
Essa foi a
colher de chá, concedida ao filme “Ainda Estou Aqui”, que no ano passado
recebeu o Oscar de Melhor Filme Internacional, e também o prêmio da melhor
atriz. Não vi e não gostei do filme, que como de costume, tenta modificar a
história, prestigiando agitadores e tentando denigrir o regime militar, que
queiram ou não, salvou nosso pais do comunismo.
Neste ano,
com o incentivo do governo que gastou quase um milhão em publicidade, além de
ter financiado pela Ancine 13,5 milhões, o diretor, Kleber Mendonça Filho, e o
principal ator e talvez sócio secreto da produção, Wagner Moura, estavam
contando antecipadamente com o ovo no fiofó da galinha, viajando pelo Brasil e
até pelos Esteites, fazendo apologia do filme, certos de repetir a dose do ano
anterior.
Particularmente,
o cretino do Wagner Moura que nem mora no Brasil, aproveitou todas suas
aparições e entrevistas, para criticar duramente o ex Presidente Bolsonaro, demonstrando
uma dor de cotovelo imensa e quem sabe, uma paixão enrustida, lembrando que
durante seu governo, Bolsonaro foi rígido com relação a esses desperdícios de
verbas públicas, fechando as portas dos cofres.
Com dizem
por aí, os dois malandros, a mídia brasileira e todos os safados que apostaram
suas fichas(nosso dinheiro) no filme, “tomaram no cu largado”, não levando nem
mesmo um premiozinho de consolação. Levaram apenas uma bela trolha.
Finalizando,
o cinema nacional não tem vez em nossa terra, pois embora empatados em
exibições com os estrangeiros, não tem público, com cinemas vazios.
Das 233
produções nacionais de 2025, apenas duas produções conseguiram atrair um
público razoável. 55% do total, tiveram
plateia inferior a 1.000 pessoas durante o ano todo. Dinheiro público
jogado no ralo e no bolso de alguns sabichões.
Ao cretino
Wagner Moura, o merecido troféu trolha.
Fora Mula!
José
Roberto- 19/03/26