UM DOMINGO ESPECIAL
Depois de uma noite mal dormida tentando equilibrar na borda,
usufruindo do imenso prazer de ter a netinha no meio de nossa cama, me preparo
para mais uma saborosa tarefa de avô.
Levar a neta para dar um passeio num dos pedalinhos da Lagoa,
o rosa, preferência da pequenina.
Fiquei impressionado com o “cisne rosa”, um trambolho velho
e desconfortável, ruim de pedalar, cujo leme não virava a direita.
Só consegui dar umas voltas e retornar após uns 15 minutos
porque sou um velho lobo do mar, acostumado a manobrar barcos e canoas.
Para Lelê, os 15 minutos foram mais que suficientes para
satisfazer sua ânsia de navegadora.
Em terra firme, comprei algodão doce para a pequenina, dois
por sinal, um rosa e um azul, porque a vendedora não tinha troco.
Após uma leve mordiscada, recebo de volta os presentes e os
repasso para uma família com algumas crianças que passava pelo local.
O algodão doce realmente não agradou minha doce Lelê.
Retornando ao prédio com as tarefas desencumbidas a
contento, me paramento para os embates de logo mais.
Finalmente, boa parte da turma atual do tênis estaria
reunida para alguns tira-teimas e obviamente para o mais importante, tomar
muitas e falar mal do país e de seus políticos corruptos e nojentos.
As partidas jogadas em duplas devido ao sol causticante,
transcorreram conforme esperado, sem novidades, com a vitória dos que
normalmente vencem, eu, não por acaso.
Após as duras pelejas, já alojados na área coberta da
churrasqueira e irrigando a goela ressecada, apareceu o retardatário Bjorn,
sueco boa praça do Comitê Olímpico, que morava no prédio há uns três anos, e
que a noite nos deixaria, assentando praça em Madri, para coordenar trabalhos
da próxima competição.
Na sexta a noite já havíamos feito um churrasco de despedida
do sueco, um grande apreciador dos prazeres etílicos, toma todas e de tudo sem
baixar a guarda.
Foi realmente um ótimo domingo, colocando a conversa em dia
e lembrando dos ausentes, alguns por motivos particulares ou preguiça, outros
que nos acompanham lá do céu.
Eu, Miguel, Paulinho, Fernando, Edmar e Bjorn, aproveitamos
ao máximo essa derradeira reunião do grupo, talvez a última do ano, pois os
compromissos individuais dificultará novo meeting .
Encerrei minha participação ao receber uma mensagem da
“madame”, deixando claro, que meu alvará já havia expirado.
Como bom entendedor, despedi-me dos velhos camaradas
retornando rapidamente ao seio familiar.
Após um almoço com a família completa, genro, filha e neta,
degustando um belo charuto, passeando pelos canais após assistir uma partida de
futebol do campeonato inglês, tive a infelicidade de dar uma espiada no
programa do Faustão.
No exato momento estava sendo exibida e cantada uma das três
musicas concorrentes a “melhor musica do ano”, com o sugestivo titulo
“Cinqüenta Reais”.
Mundo cão! Tristeza de letra, de rima e conteúdo.
E segundo o gordo chato, e sua audiência, uma das melhores
musicas do ano.
Realmente estamos fodidos, pois até na área musical somos
emprenhados com esse tipo de merda.
Santa ignorância de um povo inculto, tapado e de péssimo
gosto.
Bem que poderia ter encerrado o agradável domingo sem ouvir
essa porcaria, mas valeu como alerta, para evitar as tardes de domingo da
Globo.
José Roberto- 19/12/16
Se o senhor achou isso uma merda, é por que nunca assistiu o programa esquenta com a Regina Casé...kkkk. Vai ter uma diarreia na mesma hora...kkk
ResponderExcluirA televisão basileira é um verdadeiro lixo, só ensina putaria e mostra safadeza.