BANCO MASTER, ONDE TUDO COMEÇOU
Depois de um longo caminho percorrido, desenterrando a
rapinagem e corrupção de altas autoridades de nossa conspurcada democracia,
finalmente as investigações sobre o mega escândalo
do Banco Master chega a sua origem, “onde tudo começou”.
Em 2018, o banquinho era ainda chamado de Banco Máxima,
em situação pré-falimentar, comprado a preço de banana por Daniel Vorcaro, tendo
como sócio Augusto Lima, que em conluio com o governador petista da Bahia, na
época, Rui Costa, numa licitação fajuta, adquiriu o controle da Ebal- Empresa
Baiana de Alimentação, ficando responsável pelo Credicesta, cartão de credito
de consignados estaduais, que abriu as portas para voos mais altos, passando a
operar com o apetitoso filão dos aposentados do INSS.
A
partir dessa injeção de safadeza recebida do PT baiano, o Banco Máxima ganhou
folego, alterando o nome para Banco Master em 2021,
passando a atuar firme no Consignado, Crédito pessoal, Seguros, Serviços Financeiros
e Investimentos, oferecendo CDBs com taxas agressivas, atraindo gestores de
Fundos Públicos, que sempre eram recompensados, por aplicar milhões dos
recursos dos associados, não se preocupando com as garantias oferecidas pela
entidade bancária, mas apenas com suas próprias comissões.
Como o setor público, políticos e autoridades, são
campos férteis para atuação de espertalhões, o Banco cresceu exponencialmente,
conquistando os corruptos com facilidades, empréstimos que não precisavam ser
pagos, viagens, mordomias e as famosas surubadas com “modelos”, ou melhor, com
belas putas internacionais.
Nessa toada, o inescrupuloso Vorcaro comprou “meio
mundo”, torrando bilhões, vendendo CDBs a taxas de até 140% da CDI, e outras
barbaridades, até que finalmente o Banco Central ligou suas antenas, percebendo
que havia algo de estranho nas transações do Master.
Nesse ínterim, Vorcaro tentava empurrar seu Banco
endividado, nas goelas do BRB, cujo Presidente havia sido comprado com alguns
apartamento de luxo, em São Paulo. A torpe negociata não foi concretizada,
devido a intervenção do Banco Central, impedindo que bilhões de dívida privada,
fosse transferida a um banco público.
Estourando o escândalo, com a Policia Federal entrando
em cena, nome de corruptos graúdos foram surgindo, como o dos Presidentes da Câmara
Federal, Hugo Motta e do Senado, Davi Alcolumbre, além de governadores e
prefeitos, que foderam com os Fundos de Pensão dos Servidores, não sendo
amparados pelo FGC, garantindo o máximo de
250 mil apenas para investidores privados.
Nessa recente etapa das investigações denominada
Compliance Zero, a PF retornou ao berço do “mostro” Master da corrupção,
estendendo seus tentáculos sobre as atividades do espertalhão e liso Jacques
Wagner, líder do governo no Senado e amigão de Mula, o maior ladrão de nossa história.
A PF apurou que Jacques Wagner recebeu uma ajuda de
2,5 para aquisição de um apartamento em Salvador, viagens constantes em
jatinhos do Banco, viagem a Los Angeles para assistir show e mordomias, além de
forçar a barra para um empréstimo de 3,5 milhões a uma financeira, cuja dona
era sua nora. Negociatas em família.
Jacques Wagner ocupava a Secretaria de Desenvolvimento
Econômica, quando o Banco Máxima “ganhou” a licitação para o controle da Ebal e
do Credicesta, coincidentemente, impulso para a provável maior gatunagem de
nossa história.
Por onde o PT passa, a corrupção encontra terreno
fértil.
Fora Mula!
José Roberto- 19/06/26
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