sexta-feira, 19 de junho de 2026

BANCO MASTER, ONDE TUDO COMEÇOU

 

BANCO MASTER, ONDE TUDO COMEÇOU

 

Depois de um longo caminho percorrido, desenterrando a rapinagem e corrupção de altas autoridades de nossa conspurcada democracia, finalmente as investigações sobre o mega escândalo do Banco Master chega a sua origem, “onde tudo começou”.

Em 2018, o banquinho era ainda chamado de Banco Máxima, em situação pré-falimentar, comprado a preço de banana por Daniel Vorcaro, tendo como sócio Augusto Lima, que em conluio com o governador petista da Bahia, na época, Rui Costa, numa licitação fajuta, adquiriu o controle da Ebal- Empresa Baiana de Alimentação, ficando responsável pelo Credicesta, cartão de credito de consignados estaduais, que abriu as portas para voos mais altos, passando a operar com o apetitoso filão dos aposentados do INSS.

A partir dessa injeção de safadeza recebida do PT baiano, o Banco Máxima ganhou folego, alterando o nome para Banco Master em 2021, passando a atuar firme no Consignado, Crédito pessoal, Seguros, Serviços Financeiros e Investimentos, oferecendo CDBs com taxas agressivas, atraindo gestores de Fundos Públicos, que sempre eram recompensados, por aplicar milhões dos recursos dos associados, não se preocupando com as garantias oferecidas pela entidade bancária, mas apenas com suas próprias comissões.

Como o setor público, políticos e autoridades, são campos férteis para atuação de espertalhões, o Banco cresceu exponencialmente, conquistando os corruptos com facilidades, empréstimos que não precisavam ser pagos, viagens, mordomias e as famosas surubadas com “modelos”, ou melhor, com belas putas internacionais.

Nessa toada, o inescrupuloso Vorcaro comprou “meio mundo”, torrando bilhões, vendendo CDBs a taxas de até 140% da CDI, e outras barbaridades, até que finalmente o Banco Central ligou suas antenas, percebendo que havia algo de estranho nas transações do Master.

Nesse ínterim, Vorcaro tentava empurrar seu Banco endividado, nas goelas do BRB, cujo Presidente havia sido comprado com alguns apartamento de luxo, em São Paulo. A torpe negociata não foi concretizada, devido a intervenção do Banco Central, impedindo que bilhões de dívida privada, fosse transferida a um banco público.

Estourando o escândalo, com a Policia Federal entrando em cena, nome de corruptos graúdos foram surgindo, como o dos Presidentes da Câmara Federal, Hugo Motta e do Senado, Davi Alcolumbre, além de governadores e prefeitos, que foderam com os Fundos de Pensão dos Servidores, não sendo amparados pelo FGC, garantindo o máximo de 250 mil apenas para investidores privados.

Nessa recente etapa das investigações denominada Compliance Zero, a PF retornou ao berço do “mostro” Master da corrupção, estendendo seus tentáculos sobre as atividades do espertalhão e liso Jacques Wagner, líder do governo no Senado e amigão de Mula, o maior ladrão de nossa história.

A PF apurou que Jacques Wagner recebeu uma ajuda de 2,5 para aquisição de um apartamento em Salvador, viagens constantes em jatinhos do Banco, viagem a Los Angeles para assistir show e mordomias, além de forçar a barra para um empréstimo de 3,5 milhões a uma financeira, cuja dona era sua nora. Negociatas em família.

Jacques Wagner ocupava a Secretaria de Desenvolvimento Econômica, quando o Banco Máxima “ganhou” a licitação para o controle da Ebal e do Credicesta, coincidentemente, impulso para a provável maior gatunagem de nossa história.

Por onde o PT passa, a corrupção encontra terreno fértil.

Fora Mula!

 

José Roberto- 19/06/26

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