O ÚLTIMO A SAIR APAGUE A LUZ
Saudades dos tempos dos militares, ou da ditadura,
como gostam de chamar os vermelhinhos, a petezada, e os jovens imbecilizados,
emprenhados por teorias marxistas em nossas Universidades, que ano a ano,
perdem a qualidade do ensino, caminhando para a rabeira dos índices mundiais
pelos quais são avaliadas.
Lembro da fase ufanista criada no Governo Medicci em
1970, difundida pela mídia que como sempre, segue docilmente quem manda, ou
quem paga, “Brasil, ame-o ou deixe-o”.
Consta, que Ivan Lessa da turma do Pasquim, para
esculachar o bordão, tascou no folhetim semanal, “O último a sair, apague a luz
do aeroporto”. Mesmo com censura vigente, publicavam-se coisas que nosso STF de
hoje jamais permitiria, prendendo até a mãe do infeliz que assim ousasse.
A situação nos dias atuais caminha para algo parecido,
pois com o país arruinado pela corrupção desenfreada, pelos impostos extorsivos
criados as centenas, pela inflação latente e subestimada pelo índices fantasiosos
do IBGE, com queda no consumo de todos os tipos de bens, forçando a indústria,
o comércio e a prestação de serviços, numa tentativa estoica de sobrevivência,
a procurar portos seguros em países vizinhos, com cargas tributarias favoráveis
e principalmente com segurança jurídica e institucional.
Os mais ágeis, fugindo da falência eminente, buscaram
refúgio no vizinho Paraguai, país anteriormente avacalhado pela produção de
falsificados, hoje se orgulha de ter atraído para seu parque industrial em
franca expansão, conhecidas empresas brasileiras, tais como Lupo, Karsten, Riachuelo,
Kidy, Bracol, Fugiara e outras que já estão a caminho.
O Uruguai também tem sido um boa opção, tanto assim
que atualmente mais de 100 pequenas e médias empresas já atuam no país,
inclusive um importante braço da brasileira Marfrig.
No atual desgoverno a situação é temerária, pois empresas
tradicionais fecharam as portas das subsidiárias brasileiras, causando brutal
redução de vagas no mercado de trabalho, situação enganosamente mascarada pelo
governo, com a aumento expressivo das bolsas assistenciais.
Dentre as grandes que saíram ou simplesmente cerraram
as portas, destacam-se a Ford, Mercedez-Benz, Audi, Sony, LG, LafargeHolcin,
WalMart, Makro, Fnac e recentemente a Isover-Saint Gobain, com a dispensa de 9
mil empregados.
A situação real é bem pior, pois os dados do texto
foram levantados numa rápida pesquisa. Os interessados que se aprofundarem no
assunto, ficarão ainda mais abismados com a desgraça que se avizinha.
A penúria é geral, tanto nas atividades econômicas
como na situação geral dos brasileiros, pois a dívidas familiares atingiram o
patamar histórico de 81%, conforme dados confiáveis da CNC e PEIC, sendo o principal
vilão, os Cartões de Credito, com seus juros e acréscimos abusivos.
Caminhamos para uma situação geral de insolvência,
pois com a fuga e fechamento de indústrias e outras atividades econômicas,
reduzindo o montante de pagadores de impostos, mesmo com o governo inventando
novas formas de sangrar o empresariado, os únicos beneficiados serão os
mamadores dependentes das Bolsas Esmolas, também fadadas a minguarem, pois
restarão poucos sobreviventes pagando impostos, lembrando que boa parte dessas verbas serão
surrupiadas a meio caminho, pelos governantes e políticos corruptos.
No futuro, caso não haja uma mudança radical, não haverá
sequer luz a ser apagada.
Fora Mula!
José Roberto- 06/08/26
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