O PAÍS DOS RONALDINHOS
Impressionante como os laços afetivos entre filhos,
irmãos, parentes, de políticos e autoridades, se estreitam a partir que os “papais”
são eleitos ou indicados para cargos importantes.
Mal tomam posse em seus cargos, ou alocados em altas
funções por compadrio com os eleitos, esquecem de rusgas e desentendimentos
anteriores, coisas comuns nos seios familiares e também entre puxa-sacos; para
se juntarem coesos, com a exclusiva finalidade de meter a mão no patrimônio da
viúva(o foda, é que nós sustentamos a dita cuja).
Com políticos tradicionalmente sempre foi assim. No
passado, por não serem tão gananciosos, ou por deficiência nas comunicações e
praticamente sem mídia, as gatunagens eram de menor vulto, até consideradas
simplórias diante da imensidão dos roubos atuais.
Esse desgraçado vício atravessou gerações, com transferência
do “aprendizado” de pais para filhos, netos, consortes, teudas e demais
agregados, situação muito mais presente nos estados do Nordeste e Norte, com a população
dos rincões mais pobres acostumadas ao jugo do coronelismo e voto de cabresto.
A roubalheira mudou de patamar, principalmente devido a
renovação, com a safra de filhotes corruptos mais estudada, mais bem informada
e com muito mais jogo do cintura, capazes de mentir descaradamente, passando a
perna até nos “Polígrafos” utilizados por nossas policias.
Os pesquisadores honestos, que tiverem a paciência de
levantar esses desvios de conduta em nossa história, a partir da fundação de Brasília,
marco histórico de uma capital construída às pressas, facilitando e estimulando
a ganância da empreiteiras, comprovará o
desenvolvimento desenfreado da corrupção, única atividade econômica que nunca
deixou de crescer.
Aqui, se rouba com gosto e prazer.
Como não devo e não posso estender os textos, abusando da
amizade e paciência de meus minguados leitores, farei um rápido retrospecto dos
casos que me vierem a memória, sem consultas, sem respeitar a temporalidade dos
fatos, confiando apenas na minha velha e cansada memória.
Começo minha curta listagem por aquele que desafortunadamente,
vilipendiou a comparação com um de nossos maiores craques da bola, tendo o
desplante de afirmar que um de seus filhotes corruptos, Lulinha, ex catador de
bosta de elefante do Zoológico paulista, era o “Ronaldinho dos Negócios”, conseguindo
patrocínios milionários de telefônicas e provavelmente agenciando facilidades
para seus associados, também filhos de dirigentes petistas.
Lulinha mesmo após os desgastes com a velhacaria do Sítio
de Atibaia, continuou na firme na ativa, durante os governos do Pinguço e da
anta Dilma, e recentemente, participando do criminoso roubo dos aposentados do
INSS, conluiado com o famoso “CARECA”, que lhe repassava uma “pensão mensal” de
300 mil.
Obviamente, deve ter entrado mais por fora, os 300 eram
apenas o “salário base”, noves fora os penduricalhos.
Outra linhagem que sugou o Maranhão por décadas, foi a família
do Bigode Tingido Sarney, escritor cujos livros ninguém lê, um velhaco corrupto
de alto coturno, que se deu bem em todos os tipos de governo, transferindo suas
experiências aos filhos e netos, com predominância da filhota Roseana,
alicerçando o poder e riqueza no paupérrimo estado, superando os manos Sarney
Filho e Fernando, que disputavam a Série B, deixando a principal para a esperta
“Ronaldinha”
Outro que cito com prazer, é um dos filhos de Edison
Lobão, cria de Sarney que também governou o Maranhão, sendo também senador e
até Ministro nos governos petistas, abatido por corrupção e enquadrado no Lava
Jato.
Durante seu governo no estado mais pobre do país, também
não fugiu à regra, dando carta branca a um de seus filhos, que de tanto
descaramento era chamado de “Edinho Trinta Por Cento”. Outro garoto bom de
Bola.
Impossível não mencionar o Cachaço da Alagoas, Renan Calheiros,
um dos corruptos mais espertos do país, pois nunca foi condenado, apesar de ter
mais de uma dúzia de processos cabeludos no STF(sabe os podres da camba), todos
arquivados por excesso de provas, ou por decurso de prazo, caducando nos
escaninhos do Tribunal.
O filho do Cachaço continua a toda, batendo um bolão,
governando e ferrando com as finanças do estado, seguindo os sábios conselhos
do velhaco pai.
No Pará, menção honrosa para
o safadíssimo Jader Barbalho, outro memorável corrupto. Estranho, que apesar de
ter suas gatunagens descobertas e publicadas, sempre manteve o apoio popular,
conseguindo transferir para os filhotes, Helder(atual governador) e Jader
filho, seus degenerados dotes genéticos, frutos amargos de uma árvore ruim.
Teria ainda alguns a incluir
nesse podre rol que alinhei, porem como já escrevi, para não me estender, deixo
a cargo de cada um a liberdade de complementar, logicamente se tiver saco e
ainda ter lido o texto até o final.
Os Ronaldinhos do Judiciário
serão objetos de outro texto.
Termino como sempre.
Fora Mula!
José Roberto- 07/04/26
Ao ler seu artigo de hoje, não tem como não se lembrar do saudoso “Stanislaw Ponte Preta - (pseudônimo do jornalista Sérgio Porto)” e uma das suas frases icônicas, que tratava, naquela época dele e nossa, da corrupção existente no país: “Restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos”. Pois é, ele queria enfatizar que “ou a gente acaba com essa roubalheira de uma vez, ou então libera logo a ladroeira pra todo mundo.”
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