quinta-feira, 19 de março de 2026

POBRE, RICO CINEMA NACIONAL

 

POBRE, RICO CINEMA NACIONAL

 

Nunca fui um grande fã do cinema nacional, apesar de ter assistido e  gostado das produção da Atlântida, nos velhos tempos dos filmes em preto e branco, geralmente comedias, estreladas por Oscarito, Grande Otelo, Zé Trindade, José Lewgoy, Ivon Cury, Renata Fronzi, Fada Santora, Mara Rubia, Adelaide Chiozzo e os galãs Anselmo Duarte e Cyl Farney.

Tempos da inocência, de filmes produzidos em pequenos estúdios com orçamentos reduzidos, concorrendo e satirizando as grandes produções de Hollywood, denominado período das “Chanchadas”, prevalecendo de 1942 a até início dos anos sessenta.

Apesar de algumas produções sérias, a partir do final de 1960, explodindo nos anos subsequentes, atraindo a atenção do público brasileiro, foram as “Pornochanchadas”, filmes quentes e eróticos, passando posteriormente ao sexo explícito. Produções também relativamente baratas, que perdurou até início dos anos 80.

Convem salientar, que as Chanchadas eram financiadas por investimentos privados, contando com o sucesso comercial; já no período das Pornochanchadas, além de eventuais investimentos privados, a Embrafilme, criada pelo regime militar, passou a financiar essas produções picantes, aparentando um contrassenso a censura existente no período. Grana pouca, comparada aos bilhões atuais.

Dentre as grandes cagadas do ex Presidente Collor Saco Roxo de Mello, no finalzinho de 1991, mais precisamente no dia 23 de dezembro, o corrupto alagoano deu um grande presente a classe artística, aprovando a famigerada Lei Rouanet, que nos governos petistas se desdobrou, inflando exponencialmente seu orçamento, distribuindo verbas farta a todos os tipos de “cultura”, inclusive para exposições ofensivas as religiões e aos costumes, e até performances imorais e indecentes, expondo crianças a atos obscenos.

Obviamente, os artistas famosos que apoiavam interessadamente candidatos petistas nas eleições, foram os primeiros a abiscoitar o dinheiro fácil, acessível pela Lei Rounet, o mesmo acontecendo com produtores e diretores de filmes de público minguado, mas também puxa sacos dos governos corruptos, conseguindo levar grana graúda para suas propaladas produções, sempre utilizando parte do dinheiro para uso próprio, pois praticamente não existe um sistema adequado de prestação de contas, destacando-se dois casos famosos, Guilherme Fontes e Norma Benguel, que se locupletaram a vontade.

Nos governos Mula, o maior ladrão de nossa história, a Lei Rouanet Ganhou asas, fazendo a felicidade de cantores famosos, enquanto os pequeninos e iniciantes não tinham vez. Dinheiro farto a fundo perdido, para turnês e apresentações, até mesmo para recitar poesias em rádios do interior. Desperdício de dinheiro público, beneficiando apenas os artistas.

No cinema nacional, a ganância pela verba pública também cresceu geometricamente, com financiamento para centenas de filmes praticamente sem plateia, chegando-se ao absurdo de um lambe cu, fazer um filme homenageando o “filho mais ladrão e mentiroso do Brasil.

Obviamente, como Hollywood tem interesse em nos empurrar sua imensa produção de filmes, por sinal, a maior parte de boa qualidade, inclusive no tocante a recursos tecnológicos; de vez em quando adoçam a boca dos produtores e diretores brasileiros, concedendo-lhes alguns agrados e até prêmios imerecidos, que nossa mídia amestrada eleva a “grande conquista” as alturas.

Essa foi a colher de chá, concedida ao filme “Ainda Estou Aqui”, que no ano passado recebeu o Oscar de Melhor Filme Internacional, e também o prêmio da melhor atriz. Não vi e não gostei do filme, que como de costume, tenta modificar a história, prestigiando agitadores e tentando denigrir o regime militar, que queiram ou não, salvou nosso pais do comunismo.

Neste ano, com o incentivo do governo que gastou quase um milhão em publicidade, além de ter financiado pela Ancine 13,5 milhões, o diretor, Kleber Mendonça Filho, e o principal ator e talvez sócio secreto da produção, Wagner Moura, estavam contando antecipadamente com o ovo no fiofó da galinha, viajando pelo Brasil e até pelos Esteites, fazendo apologia do filme, certos de repetir a dose do ano anterior.

Particularmente, o cretino do Wagner Moura que nem mora no Brasil, aproveitou todas suas aparições e entrevistas, para criticar duramente o ex Presidente Bolsonaro, demonstrando uma dor de cotovelo imensa e quem sabe, uma paixão enrustida, lembrando que durante seu governo, Bolsonaro foi rígido com relação a esses desperdícios de verbas públicas, fechando as portas dos cofres.

Com dizem por aí, os dois malandros, a mídia brasileira e todos os safados que apostaram suas fichas(nosso dinheiro) no filme, “tomaram no cu largado”, não levando nem mesmo um premiozinho de consolação. Levaram apenas uma bela trolha.

Finalizando, o cinema nacional não tem vez em nossa terra, pois embora empatados em exibições com os estrangeiros, não tem público, com cinemas vazios.

Das 233 produções nacionais de 2025, apenas duas produções conseguiram atrair um público razoável. 55% do total, tiveram plateia inferior a 1.000 pessoas durante o ano todo. Dinheiro público jogado no ralo e no bolso de alguns sabichões.

Ao cretino Wagner Moura, o merecido troféu trolha.

Fora Mula!

 

José Roberto- 19/03/26

 

 

 

 

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário