MANOBRAS HETERODOXAS EM BRASÍLIA
A mídia tem divulgado que o Banco Master, que anda mal
das pernas, está em vias de ser adquirido pelo BRB-Banco Regional de Brasília,
que é um banco estatal e ao que tudo indica, está comprando gato por lebre.
Daniel Vorcaro, o maior acionista do Banco Master, já
vinha tentando vender o aparente abacaxi há algum tempo, não encontrando porem,
nenhum banco privado ou grupo interessado nessa aquisição, pois os grandes banqueiros
não são bobos, não entram em divididas.
Pelas rápidas informações que colhi, apesar de
aparentemente estar dando lucro desde 2020, para sustentar sua posição, teve que
emitir títulos a juros elevados, que eram teoricamente assegurados por uma
carteira formada principalmente por precatórios, e outros investimentos de alto
risco. O Banco vinha penando para se manter operacional.
Ao que tudo indica, nos últimos dias de março, a venda
foi efetivada, por aproximadamente 2 bilhões, a serem pagos durante 6 anos.
Todavia essa compra/venda para ser efetivamente concretizada, depende de
autorização do Banco Central, que por norma, tem um ano para analisar o caso.
Interessante notar a “magica” das demonstrações
financeiras do Banco Master, que divulgou no início do ano, ter tido um lucro
líquido de 1 bilhão, o dobro do anterior, porem ao publicar o Balanço,
apresenta um passivo de 16 bilhões, em títulos com vencimento ainda neste ano.
Algo não cheira bem.
No meio desse imbróglio que no final acaba caindo no colo
do STF, o Banco Master contratou o escritório de advocacia Barci de Moraes,
onde, por coincidência, trabalham a mulher e 2 filhos do ministro carecão
Alexandre de Moraes.
Nada de estranho nessa contratação, pois o próprio STF
decidiu em junho/24, que juízes podem julgar processos defendidos por parentes
e cônjuges, decisão aprovada em plenário por 7 votos a 4.
A justificativa apresentada para aprovação dessa
malandragem, foi que praticamente todos os ministros tinham parentes, esposas
ou filhos advogando, e que é impossível conhecer a carteira de clientes dos
escritórios, e qualquer restrição violaria os princípios da razoabilidade e
proporcionalidade(???).
Por essas e outras, parentes de ministros do STF são
procurados com lupa, para integrar escritórios que defendem causas em nossa instância
superior, pois o importante não é a capacidade, mas sim conhecer os juízes.
Pelo exposto canhestramente nos últimos três parágrafos,
o Sr. Daniel Vorcaro deu uma de mestre, contratando logo a mulher do mandachuva,
para aparar as arestas que eventualmente chegarem ao âmbito do órgão.
A premissa geral é que todos envolvidos no processo saiam
ganhando, perdendo apenas o BRB, que por ser um banco estatal é mantido pelo
Distrito Federal, que depende de recursos federais, impostos que nós pagamos.
O Ministério Público de Brasília sentindo o mau cheiro
dessa negociata, já abriu inquérito para apurar essa estranha e cara transação.
Com certeza não vai dar em nada. Somente o Banco Central pode impedir esse
conto do vigário.
Fora Mula!
José Roberto- 04/05/25