A DELAÇÃO MEIA BOCA DE VORCARO
Ainda bem que a Polícia Federal não está engolindo
gato por lebre, pois tudo indica que o bandido espertalhão Vorcaro em sua porca
delação, somente quer dedurar figurantes e corruptos de segunda linha, livrando
a cara de ministros, juízes e políticos graduados, por razões facilmente dedutíveis,
O esperto trambiqueiro sabe, que se apontar o dedo
para os grandões, poderá estar assinando seu passaporte para o inferno, a
exemplo do que já aconteceu
anteriormente com Celso Daniel, e mais recentemente com Luiz Felipe Mourão,
mais conhecido como Sicário, pau para toda obra e seu guarda costas,
especialista em intimidação, espancamentos e outros agrados, dedicados aos que
ousavam contrariar seu chefe.
Sicário, para executar suas agradáveis atribuições,
era generosamente recompensado com um salário mensal de 1 milhão, e
provavelmente mais alguns penduricalhos por serviços extras de “faxina” e
destruição de provas.
Preso numa das primeiras etapas da investigação após
estouro do mega escândalo, experimentou o reverso de suas atuações, sendo “suicidado”
dentro da cela que ocupava nas instalações da própria Polícia Federal;
rapidamente enterrado, ou certamente cremado, evitando futuras especulações.
O azar de Vorcaro, é que o responsável pela condução
desse lamentável processo, é o correto sacristão André Mendonça, um dos pouquíssimos
Ministros dignos de nossa confiança no STF, que não pretende ser enrolado como
os condutores do Lava Jato, atendo-se estritamente aos ritos legais, sem quaisquer
desvios, agindo rigorosamente para evitar descondenações e enterro do processo,
pois apenas uma virgula fora do lugar, poderá ensejar a ala podre, repetir o
absurdo e ilegal procedimento.
Pelo visto, o sem vergonha do Vorcaro está tendo
muitas mordomias nesta sua prisão temporária, representado por caríssimos e renomados
advogados, que vivem importunando o relator do processo, com pedidos,
proposições protelatórias e outros variações de chicanas.
Para fazer o malandro “cantar direitinho”, bastaria colocá-lo
numa cela comum, junto com a turma de presos barra pesada, pois especialista em
promover grandes surubadas, e bem arrumadinho, veria o quanto é bom “sentir o
bafo na nuca”.
Fica registrada minha sugestão.
Fora Mula!
José Roberto- 08/05/26